No dia do seu aniversário de 6 anos, o filhote já acorda com essa: – Mãe, agora eu sou level seis! É, esse é meu filho de 6 anos.

Sim, é verdade: ele subiu de nível! Agora, com 6 anos completos, o pequeno subiu mais um degrau na emocionante escada do seu desenvolvimento. E eu penso: gente! Eu tenho um filho de 6 anos!

Nessa época comemorativa, a família repete a velha máxima “como ele está grande”! A gente posta fotos da criança nas redes sociais e os comentários são sempre os mesmos: “como ele cresceu”!

E a gente se obriga a dar uma paradinha na correria da vida (e dos preparativos da festa de aniversário) para reparar um pouco melhor na cria. A gente se dá conta de que ele já passou – e muito! – da nossa cintura.

Ele já alcança a pia do banheiro e a da cozinha praticamente sem precisar ficar na ponta dos pés. Seu corpo está mais esguio (onde foram parar as dobrinhas da coxa que eu costumava morder?). Seu rosto, especialmente, está mais fino (cadê aquelas bochechas rosadas e fofas?).

Talvez valha a pena relembrar a poesia que fiz quando ele completou 5 anos.

imagem do aniversário de 6 anos do meu filho

Eu tenho um filho de 6 anos!

São seis anos de vida e o primeiro ano do Ensino Fundamental. Lá se foi a Educação Infantil e as pinturas faciais no Dia do Índio e da Páscoa! Em troca, vieram as tarefas diárias e as provas – juntamente com a dor de barriga.

A insegurança de autorizar a entrada dele no Ensino Fundamental antes de completar os tais 6 anos de idade passou na primeira reunião com as professoras. E o relato delas de que o filhote acompanha o conteúdo dos alunos do 2º ano!

De fato, meu filho de 6 anos pede para o pai desafiá-lo com questões de matemática durante uma viagem de carro qualquer. – Anda, pai! Manda uma continha aí! Essa é a brincadeira do momento.

Ao mesmo tempo em que ele reclamava que estava enjoado dos seus livros (que não são poucos!). Imaginem a alegria da criança ao renovar a biblioteca com os presentes de aniversário. – Mãe, hoje quero ler um livro novo! É isso que escuto repetidamente quando vamos deitar na sua cama.

Esse é o meu filho de 6 anos!

Sim, porque o guri também tem o lado B! Ele tem 6 anos, faz amigos com facilidade, lê perfeitamente e sabe a tabuada do 4, mas ainda não vai dormir sozinho!

Ainda preciso dar banho, secar, colocar o pijama e ler um livro na cama antes de dormir. Nunca vou admitir isso para ele, mas… ainda bem!

Ainda bem que posso me sentir um pouquinho no controle nesses momentos. Ainda bem que continuo sentindo aquele cheirinho delicioso de criança de banho tomado. Ainda bem que o carrego para a cama num abraço infinito e o assisto adormecer.

Porque ele já tem seis anos de idade, mas eu sou mãe há apenas 6 anos! Ainda tenho muitos beijos e abraços para dar. Ainda tenho muito colo para dar (mesmo que seja sentada porque mal aguento o peso do pequeno). Ainda tenho muito curativo para fazer. Ainda tenho muito que conversar, muito que ensinar e muito que aprender.

imagem do meu filho de seis anos

Filhote level 6

É, ele chegou aos 6 anos! E eu continuo repetindo, como desde o primeiríssimo dia que criei esse blog: só melhora! As fases passam e só melhora!

As perguntam mudam. Ontem mesmo ele me perguntou o que significava inconstitucionalissimamente. Não, esse não foi o maior susto do dia. O maior susto foi que eu expliquei e ele entendeu!

Algumas coisas nunca mudam. A festa junina está chegando e o sono já começou a ficar agitado. Ele ainda me pede colo – e eu ainda repito que sempre vou dar. Permaneço cantando para ele, lendo para ele e amando aqueles olhos azuis penetrantes e curiosos olhando para os meus.

Muitas coisas melhoram. As conversas se transformam em verdadeiros diálogos, com argumentos pertinentes e inesperados. A nova moda do pequeno é inventar piadas e charadas – que são engraçadas de fato!

E amor só cresce. O amor aumenta a cada dia. De uma forma que a gente sempre acha que não é mais possível crescer. Mas ele continua crescendo.

Meu pequeno grande homem de seis anos

Continuo dando banho no pequeno, mas agora a gente improvisa arranjos musicais e coreografias durante a higiene pessoal. Ainda é para mim que ele vem chorando quando se machuca, mas rapidamente transforma o choro em aprendizado próprio.

Ele vai sozinho para a aula de violino, para a natação e para a escolinha de futebol. Conta, dramatizando e encenando tudo, sobre a “defesaça” que ele fez e eu não vi. Elogia a minha comida e faz pedidos culinários específicos: – Mãe, coloca o ovo frito por baixo, a carne moída por cima, rala um pouquinho de queijo e finaliza com orégano!

Ri de si próprio quando faz pedidos absurdos (- Não posso faltar a aula hoje, né?) e diz que eu sou a melhor mãe do mundo quando eu concedo alguns desses pedidos. (- Obrigado, mãe! Eu precisava comer pinhão mesmo depois de ter jantado e comido a sobremesa.)

Ele forma suas próprias opiniões a partir do que escuta dentro e fora de casa. Ele tem, aliás, opiniões diferentes das minhas, mas a gente se entende e se respeita. Afinal de contas, eu sempre serei a mãe; e ele sempre será o filho.

-Te amo, filho! Cada vez mais, a cada dia desses 6 anos da nossa vida.

meu filho de 6 anos de idade
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