Estamos na última semana do ano, aquele momento típico das reflexões de fim de ano. Algumas pessoas gostam de fazer uma retrospectiva mental de tudo que passou. Eu sou dessas.

Gosto de agradecer por todas as coisas boas que aconteceram durante o ano que está terminando. As vitórias, as conquistas, os desafios superados, o crescimento. Por mais que 2016 tenha sido um ano pesado para a maioria das pessoas, consigo ver coisas boas. (sou otimista por natureza)

O filhote completou 3 anos e está cada vez mais parceiro. Nossa relação melhora a cada dia. Aliás, como já disse por aqui, a vida só melhora.

Fizemos algumas viagens muito bacanas esse ano! Fomos ao parque Beto Carrero World – e nos divertimos demais! Passamos um fim de semana de mordomia num resort perto de casa e uma semana maravilhosa num resort de praia um pouco mais longe. Teve também passeio em hotel fazenda. Ah! Como eu adoro viajar!

Ainda falando das comemorações, o blog completou seu primeiro aniversário! E eu cheguei aos 35 anos. Tão bom ver essa caminhada e ter vocês caminhando junto por aqui!

imagem de um menino de braços aberto para abraçar o fim de ano

Mas também gosto de pensar no fim de ano como o fim de um ciclo.

É bom que um ciclo termine para dar chance de outro novo – e melhor – chegar. É mais ou menos como as fases do desenvolvimento infantil. É preciso encerrar a fase do engatinhar para que se inicie a fase do andar.

Gosto muito da metáfora do guarda-roupa. Sabe aquela faxina que fazemos (ou deveríamos fazer) de vez em quando no nosso guarda-roupa? Penso que é uma boa ideia fazer essa faxina na nossa vida a cada fim de ano.

Precisamos tirar aquelas peças que não nos servem mais. Para que acumular coisas que não são mais úteis? Ah! E não esqueçam de reconhecer que algumas coisas foram adquiridas num impulso, mas simplesmente não se encaixaram no nosso dia a dia. Descarte essas também.

E temos que praticar o desapego. Há aquelas peças que amamos tanto que, mesmo sabendo que já estão velhinhas demais para continuarmos usando, teimamos em guardar. Sinceramente? Elas só estão ocupando espaço. Desapeguem!

Sim, é preciso um esforço. Somos grandes acumuladores. Mas tirar esse tempinho para organizar as coisas dentro da gente (e do guarda-roupa também!) gera, irremediavelmente, uma sensação muito boa!

Minha reflexão de fim de ano é exatamente essa: vale a pena aproveitar o momento para se organizar e abrir espaço para o novo. Tenho certeza de que muita coisa boa está por vir. Afinal, o próximo ano já está chegando!

imagem de uma mulher olhando o horizonte e pensando: a mãe que quero ser

A mãe que quero ser em 2016 (resoluções de ano novo)

Esse clima de fim de ano me deixa sim ainda mais reflexiva. Estou refletindo sobre a mãe que quero ser no ano que vem. Vejo as pessoas fazendo suas listas de “resoluções de ano novo” por aí e fiquei pensando o que eu colocaria numa lista dessas.

Como o segundo semestre de 2015 foi marcado pelo “nascimento” do blog e eu escolhi publicar minhas resoluções por aqui, vou focá-las nesse mundo materno e escrever sobre a mãe que quero ser em 2016.

A primeira coisa que me vêm à mente é que quero ser uma mãe mais paciente.

O Vincius está em pleno “terrible two” – os terríveis dois anos, fase em que as crianças vivem testando os limites (seus e dos pais). Mas acho que filhos são um eterno exercício de paciência – em qualquer idade. O problema é que quando o cansaço bate, a paciência fica do tamanho de um grão de arroz. Pois bem, nessas horas, vamos tentar contar até dez – de novo! – e contornar a situação. Ou dar um pulinho no banheiro, chorar um pouquinho e voltar para resolver a questão.

Também quero ser uma daquelas mães que fazem comidinhas divertidas com o filho.

Sim, sim. Já vamos para a cozinha juntos em alguns finais de semana, mas percebo que o interesse do Vinicius pela cozinha só aumenta. Quero dar oportunidade para ele desenvolver esse gosto (seja pelas comidas em si, seja por prepará-las). E minha futura nora poderá me agradecer um dia. Então, quem tiver receitas gostosas, saudáveis e fáceis – esse último item é importante, dado a (falta de) habilidade culinária da mamãe aqui – pode me passar por e-mail, comentário ou redes sociais.

Quero MUITO ser uma mãe que entenda as necessidades do filhote.

Na minha afobação de querer ser uma mãe legal, algumas vezes não percebo do que o pequeno realmente precisa. Querem ver um exemplo clássico? Eu acho que o Vinicius é uma criança muito ativa e deveria gastar essa energia toda na rua (leia-se parquinho, clube ou praia). Aí o que eu faço? Basta ver um raio de sol num sábado que já vou arrumando tudo para sair com ele de casa. Acontece que muitas vezes ele simplesmente quer ficar em casa. Tenho que lembrar de perguntar para ele (ou simplesmente parar para observá-lo) antes de sair atropelando tudo.

Além de estimular a independência do filho, quero ser uma mãe que dá colo sempre que ele precisar – como a minha mãe faz comigo.

Nem de longe sou daquelas que faz tudo pelo pequeno. Muitas vezes prefiro levar mais tempo, mas deixar que ele faça as coisas sozinho. Se vestir, comer, guardar os brinquedos, por exemplo. Mas tem dias em que ele pede minha ajuda para tudo, pede para ficar no colo a toda hora. Pode ser que ele esteja meio doentinho, pode ser que esteja cansado ou pode ser que esteja só carente. Quero estar atenta para não negar atenção nesses momentos. Porque quando ele realmente precisar, meu colo está à disposição – exatamente como minha mãe me lembra até hoje.

Por fim, uma questão meio genérica e até abstrata, quero ser uma mãe feliz.

Isso inclui ser uma pessoa de bem consigo mesma, sem cobranças desnecessárias, que leva uma vida mais leve. Não quero descontar minhas frustrações pessoais no meu filho (ou no meu príncipe!). Eu não voltei a frequentar uma academia por opção minha, não porque o pequeno não deixa. Não quero dar uma bronca nele porque estou cansada e preciso de sossego, mas sim para educá-lo, nas situações que forem necessárias. Enfim, quero ser uma pessoa melhor para poder ser uma mãe melhor.

Ser uma pessoa melhor me leva à mãe que quero ser.

A mãe que quero ser em 2016:

  1. quero ser uma mãe mais paciente;
  2. quero ser uma daquelas mães que fazem comidinhas divertidas com o filho;
  3. quero ser uma mãe que entenda as necessidades do filhote;
  4. quero ser uma mãe que dá colo sempre que ele precisar;
  5. quero ser uma mãe feliz não só nesse fim de ano, mas sempre.

Será que estou querendo demais? Na verdade, continuo querendo “apenas” ser a melhor mãe que eu posso ser – em 2016, 2026, 2036…

Que mãe ou pai vocês querem ser em 2016?

imagem de uma família rindo - a mãe que fui em 2016

A mãe que fui em 2016 (revisando minhas resoluções)

Atualizando para contar sobre a mãe que fui em 2016.

Sem enrolação, vamos logo ao primeiro ponto: eu queria ser uma mãe mais paciente.

Eu podia ter começado com algo mais facilzinho, mas não. Fui começar logo nesse ponto frágil: a tal da paciência. Não posso negar que vira e mexe eu acabo dando uns gritos por aqui. Mas à medida que os terrible two foram passando, o diálogo com o filhote foi melhorando muito.

Comentei sobre isso quando escrevi sobre os 3 anos do filhote. Então, sim. Posso dizer que a mãe que fui em 2016 foi mais paciente. Mas isso é algo que precisa de policiamento constante!

Eu também queria ser uma mãe que fizesse comidinhas divertidas.

E comecei o ano bem: convidei o filhote para a cozinha várias vezes! Fizemos até dino biscoitos e dino sanduíches para seu aniversário! Fizemos também biscoitos de presente para o dia dos professores.

Mas paramos por aí. A verdade é que eu percebi que o Vinicius adora culinária de qualquer jeito (é uma das suas aulas preferidas no colégio). E ele nunca teve problemas para comer. Aí que o fato das comidinhas serem divertidas (ou não) não é importante para ele.

Uma mãe que entenda as necessidades do filho.

Eu e minhas resoluções facinhas – só que não. Esse é outro daqueles pontos que precisam de atenção permanente. Observar a criança e perceber do que ela precisa – e lembrar que isso nem sempre coincide com o que nós queremos.

Tenho feito esse exercício, mas preciso dizer que não é tão fácil quanto parece. Até porque o pequeno é parte da família, e não seu dono. Como ele mesmo diz, quem manda é a mamãe e o pai, ele manda “só um pouquinho”.

Queria que o filhote soubesse que meu colo está sempre à disposição.

Uma coisa que eu entendi no meu jeito de maternar – e posso dizer que fez parte da mãe que fui em 2016 – é que educar tem que ser com amor. Sim, eu imponho limites ao meu filho. Mas não, eu não nego colo. Nem quando ele fez algo errado.

Eu continuo dizendo que o que ele fez foi errado. Mas ofereço meu colo para ajudá-lo a se acalmar. Tem dado certo por aqui. Muitas vezes, ele mesmo pede ajuda para se acalmar. E nisso, a gente acaba se acalmando junto. Ponto para a nossa família!

Minha última resolução dizia respeito a ser uma mãe feliz.

Ser uma mãe feliz significa ser uma pessoa melhor. Porque para termos filhos felizes precisamos ser pessoas felizes. E fico muito satisfeita em dizer que tive grandes progressos quanto a isso!

O Projeto “Quero minha barriga de volta” me ajudou a olhar com mais atenção para mim mesma. Estou mais feliz com o meu corpo, com a minha saúde, com o meu guarda-roupa e com o espelho. E não tenho dúvidas de que o filhote percebeu isso. Ele mesmo me diz que estou mais bonita. Eu e meu príncipe temos nossos momentos de namoro e o pequeno tem sido cada vez mais parceiro nos passeios em família.

Aliás, uma das coisas que pretendo fazer em 2017 é dar mais dicas de passeios bacanas para ir com os pequenos aqui em Santa Catarina. Estou preparando vários posts sobre esse tema. Aguardem!

imagem de mãe e filho rindo

É, gostei da mãe que fui em 2016.

Bom demais ficar satisfeita com um balanço assim, né? Lembrando que o exercício a ser feito é sempre uma reflexão própria. Nada de ficar se cobrando demais ou se comparando aos outros. Cada um tem sua realidade e suas possibilidades.

Que mães e pais vocês foram em 2016? Estava dentro das expectativas? E como a vida continua, a pergunta agora é: que mães e pais vocês querem ser em 2017?

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