Existe uma pressão silenciosa na maternidade moderna. Algo sobre a culpa materna.

Uma sensação constante de que estamos sempre fazendo alguma coisa “errada”.

Se o bebê usa chupeta, alguém critica.
Se não usa, também.
Se dorme no colo, tem problema.
Se dorme sozinho cedo demais, também tem.

No meio de tanta informação, opinião e regra não solicitada, às vezes parece que ser mãe virou uma prova impossível de passar.

Lembro de uma conversa, ainda no início da maternidade, sobre cólicas de bebê. Eu e uma amiga discutíamos indicações de pediatras, pesquisas na internet, relatos de outras mães… até que uma pessoa mais velha interrompeu a conversa e disse:

— No nosso tempo, a gente simplesmente fazia o que achava certo.

Na época, achei a frase simplista.
Hoje, acho que ela carregava uma sabedoria enorme.

Porque, claro, informação é importante. Mas talvez a maternidade tenha ficado pesada demais quando começamos a acreditar que existe um jeito perfeito de fazer tudo.

E foi pensando nisso que percebi quantas culpas desnecessárias rondam a vida das mães.


mãe segurando filho pequeno no colo em momento de carinho e maternidade real, além da culpa materna

💛 Algumas coisas pelas quais mães não deveriam sentir culpa (culpa materna)

Chupeta

Tenho amigas que escondiam a chupeta nas fotos como se fosse prova de algum crime.

Mas a verdade é que, às vezes, a chupeta ajuda.
Ajuda o bebê.
Ajuda os pais.
Ajuda a família inteira a sobreviver a determinadas fases.

Depois pode existir outro desafio para tirar? Pode.

Mas cada fase tem suas urgências.


O filho acordar à noite

Existe quase uma competição silenciosa entre mães de crianças pequenas.

“Já dorme a noite toda?”
“Quantas horas seguidas?”
“Mas ainda acorda?”

E aí muitas mães começam a sentir vergonha de admitir o óbvio: crianças acordam.

Algumas por pouco tempo.
Outras por anos.

E sobreviver a isso não faz ninguém menos competente.


Dar colo, peito ou carinho para voltar a dormir

Talvez existam métodos melhores.
Talvez existam técnicas mais eficientes.

Mas às quatro da manhã, no escuro e no cansaço acumulado, muitas vezes a gente só faz o que funciona.

E tudo bem.

Nem toda decisão da maternidade precisa virar um debate técnico.


Dividir a cama

Por muito tempo, achei que deixar meu filho dormir na minha cama significava um retrocesso.

Depois percebi que, em alguns momentos da vida, descanso também é prioridade.

E acolhimento também.


Facilitar a vida

Nem toda refeição será caseira e orgânica.
Nem toda rotina será perfeita.
Nem toda mãe terá tempo, energia ou estrutura para fazer tudo exatamente como imaginou antes dos filhos nascerem.

A vida real exige adaptações.

E adaptar não significa amar menos.


Sentir saudade da vida antes da maternidade (mais uma culpa materna)

Esse talvez seja um dos assuntos mais cercados de culpa.

Mas sentir saudade de fases antigas da vida não diminui o amor pelos filhos.

Sentir falta:

  • do silêncio,
  • do descanso,
  • da liberdade,
  • do tempo sozinho,

não significa arrependimento.

Significa apenas que mães continuam sendo pessoas inteiras depois dos filhos.


criança brincando escondida atrás da mãe em momento divertido da infância

🌿 Menos culpa, mais vida real

Com o tempo, percebi que muitas das chamadas “vergonhas de mãe” nascem da comparação.

Sempre parece existir alguém:

  • mais paciente,
  • mais organizada,
  • mais saudável,
  • mais coerente,
  • mais perfeita.

Mas maternidade real não acontece em frases prontas da internet.

Ela acontece no improviso.
No cansaço.
Nas tentativas.
Nos acertos possíveis.

E principalmente no amor que existe mesmo quando a gente sente que não está fazendo tudo da melhor forma.


mãe e filho fazendo caretas juntos em momento leve e divertido em família, apesar da culpa materna

💛 Hoje penso assim

O que funciona para uma família pode não funcionar para outra.

E tudo bem.

Talvez a maternidade fique mais leve quando a gente para de tentar atingir um padrão impossível — e começa a construir uma rotina mais verdadeira, mais gentil e mais possível.

Menos culpa.
Menos vergonha.
Mais respeito pelas diferentes formas de maternar.


Vergonhas de mães:

  1. Oferecer o bico (chupeta);
  2. Dizer que o filho acorda de noite;
  3. Dar o peito para voltar a dormir;
  4. Deixar dormir na sua cama;
  5. Dar papinha “pronta”;
  6. Deixar comer açúcar;
  7. Sentir saudade da vida antes da maternidade.

💬 E por aí? Como anda a culpa materna?

Existe alguma coisa pela qual você já sentiu culpa ou vergonha na maternidade — e hoje percebe que era uma cobrança exagerada?

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Atualizado em 19 de maio de 2026