Eu adoro ler relato de parto! Já comentei por aqui que os partos alheios também me emocionam. Comentei brevemente (apenas um parágrafo) sobre o parto do Vinicius no texto “Sou a melhor mãe que eu posso ser”. Esse, aliás, é um dos meus textos preferidos do blog! Quem ainda não leu, super recomendo.

Ah! E claro que eu fiz uma poesia para esse dia tão importante – o dia do milagre! É a poesia mais acessada do blog! Quem ainda não leu, super recomendo.

Mas me dei conta de que, há menos de um mês do primeiro aniversário do blog, ainda não fiz o relato de parto do Vinicius. Pois bem, vamos resolver isso já!


 

Relato de parto do Vinicius

 

A data prevista para o parto (DPP), quando fecham as 40 semanas de gestação – conta dos médicos – era dia 25/05/2013. À medida que essa data ia se aproximando, a gestação era acompanhada mais de perto pela minha médica.

Eu sempre quis ter um parto normal. Não necessariamente natural – na verdade, eu estava bem inclinada à analgesia. Mas já sabíamos que isso seria difícil. Apesar de a gestação ter sido BEM tranquila, a posição do Vini não era propícia.

– Ele está na pior posição possível! – dizia minha médica. Passamos boa parte dos últimos dias torcendo para ele se virar. Ele estava sentado: bumbum próximo a minha coxa direita, cabeça próxima a minha mama esquerda, virado para as minhas costas. Nunca conseguimos ver seu rosto nos ultrassons.

– Pelo menos, vamos esperar a hora dele – minha médica concordava que tentaríamos ao máximo o parto normal. Mas ele não se virou. E mais: o líquido amniótico estava baixo.

No ultrassom do dia 23/05, era uma quinta-feira, lembro perfeitamente, a médica que fazia o exame levantou essa questão. Disse que não era para eu me apavorar e que não precisaria sair dali para a maternidade, mas ligou para a minha ginecologista e pediu que eu fosse consultá-la em seguida.

O consultório era no prédio ao lado de onde eu estava fazendo o ultrassom. Fui direto falar com a minha médica e, depois de me examinar e verificar o exame, concordamos que não havia motivos para correr riscos: a cesárea foi marcada para a sexta-feira (dia seguinte), às 9h – um dia antes de completar as 40 semanas.

Já era noite quando a cesárea foi agendada. Avisei minha mãe e minha sogra e… saí com o marido para comer uma macarronada! Deixamos tudo arrumado para o grande dia e, com a ansiedade alta, acordamos cedo na sexta.

Enquanto dava entrada na maternidade e aguardava liberarem o centro cirúrgico, eu pensava no quanto tinha me preparado para aguentar as dores do parto e no “nada” que estava sentindo naquele momento.

Minha mãe e meus sogros ficaram o tempo todo conosco na maternidade – meu pai preferiu aparecer só depois do neto nascer. O pediatra do Vinicius, que não por acaso é meu primo, ficou encarregado de ser o fotógrafo do evento – além de acompanhar o parto, claro.

Meu príncipe – que é totalmente avesso a hospital e coisas do tipo – decidiu entrar na sala de parto comigo. Fiquei muito feliz. Queria muito que ele estivesse do meu lado nessa hora.

E lá estava eu: deitada numa cama de hospital, com os braços abertos presos e de cara com um lençol azul levantado. Pelo menos meu príncipe estava do meu lado. Sentado. Branco. Suando.

O anestesista conversava conosco, tentando distrair o pai da criança para ele não desmaiar. Eu perguntava a toda hora o que estava acontecendo. Era muito estranho saber que estavam cortando minha barriga e eu não sentir nada.

No meio da conversa, o anestesista abaixa o lençol e eu vejo minha médica tirando um bebê de dentro de mim: era o meu filho. Ele nasceu de bumbum para cima e chorando muito. Muito. A ponto de a enfermeira virar para mim e dizer que ele era brabo.

Não era isso que eu queria que fosse a primeira coisa que dissessem do meu filho. Lembro que fiquei muito braba com a enfermeira, mas eu queria mesmo era saber do filhote. Eu escutava ele chorando e sabia que meu príncipe estava acompanhando os primeiros cuidados.

E eu ali, deitada, presa, anestesiada. Finalmente, meu príncipe apareceu com o Vincius no colo – eu ainda não acreditava que ele não tinha desmaiado e estava acompanhando tudo de perto e estava com um recém-nascido no colo!

Meu príncipe colocou o Vinicius pertinho de mim – chorando para a maternidade toda ouvir – e eu lamentei não poder tocá-lo e acarinhá-lo. Mas me apresentei, disse que teríamos toda uma vida juntos, agora com ele do lado de fora, e o beijei.

Eu não tinha a menor ideia do que aconteceria dali para frente. Só sabia que agora eu era mãe. E tinha que cuidar de um pacotinho de gente chamado Vinicius – que todos repetiam que era a cara do pai (vocês já conhecem essa história).

 

Esse é só o comecinho da história que estamos construindo. Vocês podem ler mais partes dela espalhadas aqui pelo blog 😉

Ah! E se quiserem me indicar mais algum relato de parto, já sabem que adoro ler!

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