Quando o filhote era bebê (até um pouco antes dos 2 anos), eu era meio chata com essa questão de rotina. Fazia de tudo para manter a rotininha dele intacta. Isso porque qualquer alteração – por mais que fosse pequena – fazia uma grande diferença no desenrolar dos dias.

Não é nenhuma novidade que criar uma rotininha para bebês é algo benéfico e até necessário. Ajuda – e muito – a manter as coisas em ordem. É mais fácil identificar se o choro é de fome ou de sono. Ajuda a prevenir ou remediar os chororôs descontrolados.

Mas é claro que bebês não são robozinhos – e nem as mães e pais! E vez ou outra acontece uma quebra nessa desejada harmonia. E cada criança reage de um jeito diferente à mudança: algumas deixam de comer tão bem, outras passam a dormir mal (era o caso do Vinicius).

Aqui em casa, quando viajávamos com o pequeno nessa época, já esperávamos pelo caos – durante a viagem e nos primeiros dias depois dela. Era certo que as sonecas e o sono noturno iam desregular e, por consequência, teríamos um bebê bem irritado (para não dizer desobediente, se é que se pode falar em obediência para bebês).

E não estou falando de grandes viagens, não! Claro que a quebra de rotina é esperada numa grande viagem (como aconteceu conosco quando fomos para a Disney). Mas viagens pequenas como fins de semana na casa da vovó também causam esses abalos (esse era um dos motivos que nos fazia gostar de ficar em casa nos finais de semana).

E era exatamente sobre isso que eu pretendia falar quando pensei nesse tema para um texto aqui do blog. Há um ano e meio atrás, quando eu me lamentava a cada viagem de fim de semana que fazíamos e jurava que não haveria o próximo, uma amiga sábia me confortava dizendo que essa mudança de rotina ia tendo cada vez menos influência em coisas importantes para as crianças.

Pois bem, essa amiga é mesmo sábia e me ajuda muito nessa vida pós maternidade com sua serenidade (te amo, Patty!). E adivinhem? Ela tinha razão. As coisas foram mesmo melhorando!

Hoje, quando sentei para finalmente escrever sobre isso, percebi que já lidamos bem melhor com essa mudança de rotina nos finais de semana. Lidamos – na 1ª pessoa do plural – eu, meu príncipe, o Vinicius e os avós.

Agora com 3 anos, já não é mais tão problemático dar uma mexida nos horários. Tudo bem pular uma soneca depois do almoço ou ir dormir mais tarde à noite num finde ou outro. Sei que na segunda-feira, com ajuda do colégio e da retomada da rotina, as coisas voltam ao normal.

Ah, sim… ele continua desobediente na casa dos avós! Sabem aquele papo de que na casa da vó tudo pode? As crianças sabem direitinho disso! Mas já entendi que esse laço também é importante para eles. E o Vinicius já entendeu que as regras na casa da vó são diferentes das regras da nossa casa.

Hoje, nos findes fora de casa, o que fazemos é dar uma relaxada – em todos os sentidos. Damos uma flexibilizada nos horários e nas regras do dia a dia – e todo mundo curte mais as viagens!

Quando dá, aproveitamos para deixar o filhote se divertir com os avós e nós aproveitamos para nos curtir como casal. Fechamos os olhos para algumas escapulidas do pequeno e evitamos começar uma briga a cada 2 horas. Jogo de cintura, enfim!

Viagens de fim de semana mudam sim a rotina do bebê. Mas calma!

Acho que o resumo desse texto é: se vocês estão na fase de ficar pensando se vale a pena sair de casa com o bebê por conta do trabalho que vai dar para recolocá-lo da rotina, saibam que só melhora! 🙂

Com o tempo, todo mundo aprende a lidar melhor com essa flexibilização das regras. E as viagens voltam a ser mais prazerosas que cansativas. Temos que saber curtir cada momento! 😉