No momento, estou contaminada pelo tema do amor – ontem foi dia de São Valentim. Passa-se amor de geração para geração, sabiam?

É por isso que quero falar de um amor maior – se é que amor é um substantivo mensurável. A gente sabe que não se mede e não se quantifica o amor, mas vive tentando encaixá-lo em métricas. Quem ama mais? Amo hoje mais que ontem? Amor de mãe é maior que amor de filho?

Desconsiderem todas essas bobagens inadequadas. Vamos falar do que realmente importa sobre o amor. Quero falar de um amor que ultrapassa gerações. Ou melhor, um amor que passa de geração para geração.

Aprendi na faculdade que a gente ama conforme é amado. Explico melhor: o modo como nos amaram durante a vida (sejam nossos pais, amantes ou amigos), de certa forma, nos ensina a amar. E tem muita influência na forma como amamos as outras pessoas (sejam nossos pais, filhos, amantes ou amigos).

Não é bonito pensar assim? A gente pode ensinar a amar. A gente pode aprender a amar. Nada está perdido, tudo pode ser (re)aprendido. A gente pode receber amor como herança. A gente pode deixar amor de herança.

diferentes gerações de mãos

Passa-se amor de geração para geração

Tenho a sorte de ter nascido numa família muito amorosa e que sempre demonstra abertamente esse sentimento – daquelas famílias bem melosas mesmo, cheias de beijos e abraços. A família do meu marido também é bem afetuosa – aí já não posso dizer que é sorte, faz parte da minha escolha.

Porque sim, podemos escolher com quem queremos continuar a aprender a amar. Aquela pessoa com quem dividiremos a casa, a comida, a conversa, o tempo, a vida – e o amor. A pessoa que será responsável por construir nossa própria família amorosa. E ensinará nosso próprio filho a amar – o tal amor de geração.

O resultado não poderia ser outro: o filhote também é super carinhoso. Com as pessoas que tem intimidade, porque ele tem o tempinho dele para se soltar com alguém. (até já falei por aqui da forma fofa que ele diz “sabia que eu te amo, mamãe?”)

Mas o amor de geração de que eu queria falar com vocês, hoje, foi personificado nessas férias, quando presenciei uma das cenas mais simples e mais lindas do mundo: minha avó brincando com meu filho.

Amor de geração: bisavó e bisneto

Minha avó, uma linda senhora de mais de 80 anos, descendente de italianos. Daquelas que a gente mal entra na casa dela e ela já coloca uma bela mesa de café. Daquelas que faz galinha com polenta aos domingos. Daquelas que coloca os netos sentados ao seu redor para contar histórias.

Meu filho, um ativo menino de 2 anos e 7 meses que descobriu o gosto por dinossauros também nessas férias. Daqueles que assiste ao filme dos dinossauros 527 vezes. Daqueles que sai gritando como um dinossauro correndo pela casa. Daqueles que incorpora o personagem e quer que seu interlocutor faça o mesmo.

Pois bem, estávamos jantando na casa dos meus tios, em pleno sábado de Carnaval, e quando me dou conta, ouço um “dinossauro” gritando – mas um “dinossauro” novo para mim. Sim, é isso mesmo que vocês imaginaram: minha avó era o tal “dinossauro” que conversava em linguagem própria com o “dinossauro” do meu filho, andando com quatro apoios sobre o sofá da sala.

E sabem do que eu tive certeza vendo essa cena: que

o amor passa de geração para geração.

Simples e lindo assim. (mais uma lembrança das boas para guardar na minha “bagagem de lembranças”) Lindo como o azul dos olhos dos dois (ambos, minha avó e meu filho, têm olhos azuis). Simples como respirar, natural e sem esforço.

Antes mesmo de eu pensar em casar, quando eu nem podia ser considerada adulta, eu “combinei” com a minha avó que ela não poderia morrer antes de eu dar um bisneto para ela. Na minha cabeça, isso era simplesmente um jeito de mantê-la viva por muito tempo – porque ter um filho era uma realidade longínqua na época.

Mas a minha avó fez muito melhor: ela não só ficou viva até eu ter um filho, ela vive e convive com seu bisneto – e isso simplesmente não tem preço.

imagem de bisavó com seu bisneto no colo

Amor de bisavó e bisneto

Impossível não me emocionar cada vez que lembro dessa história. E faço questão de ficar relembrando, repassando ela na minha cabeça, para manter sempre vivo esse sentimento no meu coração.

Quero continuar vivendo meu amor de neta, filha e mãe. E quero um dia sentir o amor de avó e bisavó. Mas, se não pudesse / se não puder, já me basta ter presenciado essa cena e ter comprovado a existência desse genuíno amor entre bisavó e bisneto.

Só posso desejar que vocês também tenham essa alegria plena de presenciar um momento assim. E conhecer esse amor imensurável.

Concordam comigo? Também acreditam que o amor passa de geração para geração? Então compartilhem o texto, curtam a publicação ou deixem um comentário!

imagem de avô com neto bebê no colo

Avô e neto – 30 dias do Vinicius (por Vovô Rau)

Ainda falando sobre amor de gerações, agora passo para o tema avô e neto.

Muitas vezes me surpreendo com as atitudes que o meu pai tem em seu papel de avô. Em uma mesma situação vivida por mim (quando criança) e atualmente pelo Vinicius, ele reage com muito mais leveza e alegria no segundo caso. Não é difícil me pegar pensando: “ah, se fosse eu…”.

Não me levem a mal, considero meu pai um ótimo pai – e o amo infinitamente como tal. Mas sua atual visão de mundo e momento de vida, como avô, é muito diferente de quando havia o peso das responsabilidades que tinha (já não as tem mais) como pai.

Para terem uma ideia, meu pai me pegou muito pouco no colo quando eu era recém-nascida – aquele velho medo de deixar o bebê cair. Por outro lado, passeava todo orgulhoso com o meu filho nos braços já dentro da maternidade.

Outro exemplo bobo: meu pai sempre se preocupou em apagar as luzes de um ambiente que não estivesse sendo usado. Aquela brincadeira de criança ficar acendendo e apagando a luz – e ocasionalmente queimando a lâmpada – era terminantemente proibida na minha casa. Agora, adivinha quem ensinou o neto a descobrir o funcionamento de um interruptor?

Antes mesmo do Vinicius andar, peguei meu pai com o pequeno no colo brincando de ligar e desligar a luz do quarto infinitas vezes seguidas! Ah, se fosse eu… hehehe

Amor de gerações: avô e neto

Não, não sinto ciúmes e nem inveja da relação dos dois – avô e neto. Até porque nunca deixei de me sentir amada pelo meu pai – que sabe muito bem demonstrar carinho. Mas fico sim muito feliz em vê-lo levando a vida de uma forma bem mais alegre e leve.

Quando o Vinicius completou seu primeiro mês de vida, meu pai escreveu um texto super carinhoso e mandou para todo mundo que tivesse o e-mail conhecido por ele – devidamente ilustrado por muitas fotos. Acredito que esse texto também merece ser registrado aqui no blog:

Meus primeiros 30 dias.

Queridos!

Hoje, 24 de junho de 2013, já faz um mês de minha existência fora da barriga da mamãe.
Por ter na minha base de código genético, genes específicos do papai e do vovô Mariano na área de estatística, gostaria de registrar alguns itens mais importantes dos meus primeiros trintas dias por aqui.
Ao nascer às 10 horas do dia 24 de maio de 2013, estava com 48 cm e 3,415 kg e o mais importante, saí da maternidade dois dias depois com 3,120 kg. Tem amiguinhos que perdem até 10% do peso na primeira semana.

Agora o mais incrível, após 235 mamadas no peito da mamãe, acredite, já recuperei 800 gramas. Já passei da fase do bebê magrinho, para um bebê “redondinho” com 3,920 kg de massa muscular e tudo.
E como tudo que entra, tudo se transforma e parte se descarta, mamãe e papai trocaram 193 fraldas.
Ah! Não poderia deixar de registrar os melhores momentos de relaxamentos… foram 26 banhos.

Eh vida boa.

Teriam muitos outros eventos para registrar, mas aí fica a critério da mamãe, pois muito deles já me perdi na contagem. Como por exemplo, a quantidade de presentes que ganhei, principalmente da vovó Valéria… um amor que nunca termina. Dos cheirinhos da comida da nona Marta que só me resta o consolo de saber que a qualquer momento “ainda vou provar”. Das visitas… nossa, quantas pessoas diferentes, estranhas, mas muito carinhosas. Sem falar das vezes que nossa cachorrinha Loly já me cheirou. O nono não gosta muito, mas um dia ele ainda vai curtir.

Bom, não poderia deixar de elogiar Papai e Mamãe. Eles estão dando um “banho”.
Nossa… quanta paciência… quantos cuidados comigo. As vezes faço até uma “manhazinha” para eles me pegarem no colo.
Para encerrar, gostaria de agradecer a todos, por me fazerem “parte” desta família tão maravilhosa e me transformarem num bebê tão importante.
Beijinhos
Vinicius.

Digam se não é muito amor envolvido?

frases sobre o amor de gerações

Amor, de geração para geração:

  • amor de bisavó para bisneto
  • amor de avô para neto
  • amor de mãe e pai para filho

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