Amor de geração para geração (bisavó e bisneto)

Ainda estou contaminada pelo tema do amor – ontem foi dia de São Valentim, já leram a poesia de amor que publiquei? Passa-se amor de geração para geração, sabiam?

Hoje quero falar de um amor maior – se é que amor é um substantivo mensurável. Quero falar de um amor que ultrapassa gerações. Ou melhor, um amor que passa de geração para geração.

Aprendi na faculdade que a gente ama conforme é amado. Explico melhor: o modo como nos amaram durante a vida (sejam nossos pais, amantes ou amigos), de certa forma, nos ensina a amar. E tem muita influência na forma como amamos as outras pessoas (sejam nossos pais, filhos, amantes ou amigos).

Não é bonito pensar assim? A gente pode ensinar a amar. A gente pode aprender a amar.

Passa-se amor de geração para geração.

Tenho a sorte de ter nascido numa família muito amorosa e que sempre demonstra abertamente esse sentimento – daquelas famílias bem melosas mesmo, cheias de beijos e abraços. A família do meu marido também é bem afetuosa – aí já não posso dizer que é sorte, faz parte da minha escolha.

O resultado não poderia ser outro: o filhote também é super carinhoso. Com as pessoas que tem intimidade, porque ele tem o tempinho dele para se soltar com alguém. (até já falei por aqui da forma fofa que ele diz “sabia que eu te amo, mamãe?”)

Mas o amor de que eu queria falar com vocês, hoje, foi personificado nessas férias, quando presenciei uma das cenas mais simples e mais lindas do mundo: minha avó brincando com meu filho.

Minha avó, uma linda senhora de mais de 80 anos, descendente de italianos. Daquelas que a gente mal entra na casa dela e ela já coloca uma bela mesa de café. Daquelas que faz galinha com polenta aos domingos. Daquelas que coloca os netos sentados ao seu redor para contar histórias.

Meu filho, um ativo menino de 2 anos e 7 meses que descobriu o gosto por dinossauros também nessas férias. Daqueles que assiste ao filme dos dinossauros 527 vezes. Daqueles que sai gritando como um dinossauro correndo pela casa. Daqueles que incorpora o personagem e quer que seu interlocutor faça o mesmo.

Pois bem, estávamos jantando na casa dos meus tios, em pleno sábado de Carnaval, e quando me dou conta, ouço um “dinossauro” gritando – mas um “dinossauro” novo para mim. Sim, é isso mesmo que vocês imaginaram: minha avó era o tal “dinossauro” que conversava em linguagem própria com o “dinossauro” do meu filho, andando com quatro apoios sobre o sofá da sala.

E sabem do que eu tive certeza vendo essa cena: que

o amor passa de geração para geração.

Simples e lindo assim. (mais uma boa para guardar na minha “bagagem de lembranças”)

Antes mesmo de eu pensar em casar, quando eu nem podia ser considerada adulta, eu “combinei” com a minha avó que ela não poderia morrer antes de eu dar um bisneto para ela. Na minha cabeça, isso era simplesmente um jeito de mantê-la viva por muito tempo – porque ter um filho era uma realidade longínqua na época.

Mas a minha avó fez muito melhor: ela não só ficou viva até eu ter um filho, ela vive e convive com seu bisneto – e isso simplesmente não tem preço.

amor de geração pinterest

 

Só posso desejar que vocês também tenham essa alegria plena de presenciar um momento assim. E conhecer esse amor imensurável.

Concordam comigo? Então compartilhem o texto, curtam a publicação ou deixem um comentário!

6 comentários em “Amor de geração para geração (bisavó e bisneto)

    1. Oi, Camila!
      Nossa! Primeiro de tudo, desculpa pela demora na reposta do teu comentário!
      Ele ficou perdido por aqui e só hoje o vi.
      Fiquei muito feliz com tuas palavras! Obrigada pelo carinho!
      Beijos e bom finde!

  1. qqer coincidência não é mera semelhança, rs. Mas a família que faço farte tb é assim: amor puro, vibrante! E a nossa Vó Doraci, ahmodeuso… diria até q seu verdadeiro nome é Amoraci! :) Lindo texto, Ta! bj,

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