Sou a melhor mãe que eu posso ser {e isso precisa bastar}
Um relato sincero sobre maternidade real, culpa, crescimento e a origem do nome Só Melhora. Uma reflexão sobre ser a melhor mãe possível — e entender que isso é suficiente.
Esse texto nasceu quando meu filho tinha pouco mais de dois anos.
Hoje ele cresceu. E eu também.
Mas a verdade é que a essência continua a mesma.
Ser a melhor mãe possível é o pensamento de toda mãe. É impossível não se emocionar com relatos de parto. O relato completo desse dia está aqui → Relato de parto do Vinicius
A chegada de um novo ser humano ao mundo é mesmo um milagre.
Eu também tive o meu milagre.
Não pude ter parto normal. Um dia antes de completar 40 semanas, precisei fazer cesárea por conta da baixa quantidade de líquido amniótico. Meu bebê aspirou mecônio e ficou em observação logo após o parto.
Foram as cinco horas mais solitárias e mais tristes da minha vida.
Felizmente, não houve maiores consequências. E, naquele momento, não nasceu só um filho. Nasceram também uma mãe. Um pai. Uma nova família.
E foi ali que começou o verdadeiro aprendizado.
A verdade é que, não importa se o parto foi normal ou cesáreo, a gente chega em casa com um bebê nos braços e precisa se virar nos trinta!

Índice
Nasce a melhor mãe possível
Não foi automático.
Não foi mágico.
Não foi intuitivo desde o primeiro segundo.
Foi construção.
Foram noites mal dormidas, choros que eu não sabia interpretar, inseguranças silenciosas e aquela pergunta constante:
— O que ele quer?
Porque cabeça de mãe é mesmo um turbilhão de pensamentos.
Mas, aos poucos, fomos nos conhecendo. Fui entendendo cada sinal, cada expressão, cada necessidade. E ele foi entendendo que eu era o colo seguro.
Não sinto saudade das madrugadas em claro.
Mas sinto saudade do bebê encolhidinho que cabia inteiro no meu abraço.
Não sinto falta da exaustão.
Mas lembro com ternura dos primeiros sorrisos de reconhecimento.
A maternidade não me tornou perfeita.
Mas me transformou profundamente.
“Só melhora”
Ao contrário da frase que diz que “filho é como videogame – a fase seguinte é sempre mais difícil”, eu sempre senti diferente.
Para mim, só melhora.
Melhora quando passamos a dormir seis horas seguidas.
Melhora quando não somos mais a única fonte de alimento.
Melhora quando eles conseguem dizer o que sentem.
Melhora quando conseguimos nos entender — mesmo que não seja 24 horas por dia.
O primeiro ano parece eterno. O segundo também não passa voando. Mas, de repente, as habilidades surgem da noite para o dia.
E a gente percebe: estamos crescendo juntos.
Foi desse sentimento que nasceu o nome do blog.
Só Melhora.
Não porque fica mais fácil.
Mas porque a gente amadurece.

A mãe possível é a melhor mãe
Eu não sei se sou a melhor mãe que meu filho poderia ter.
E nem sei se quero ser a melhor mãe do mundo — é responsabilidade demais para uma pessoa só.
Mas sou a melhor mãe que eu posso ser.
Com minhas falhas.
Com minhas limitações.
Com meus dias bons e dias cansados.
E isso precisa bastar.
Porque maternidade não é sobre perfeição.
É sobre presença.
É sobre evolução.
E presença também se constrói com intenção e planejamento — algo que levo para todas as áreas da minha vida.
É sobre fazer o melhor com o que temos hoje.
E melhorar amanhã.

Bagagem de lembranças
Com o tempo, percebi outra coisa importante: as fases passam. E passam rápido.
Se a gente não registra, esquece.
Foi por isso que comecei a organizar memórias, fotos e registros da nossa história.
Eu gosto de pensar nas nossas memórias como uma “bagagem de lembranças”. Uma mala onde guardamos pequenas felicidades: um feriado simples em família, uma conversa no carro depois do cansaço, o sorriso suado depois de brincar horas na casa dos avós.
Não precisam ser grandes viagens.
Não precisam ser datas extraordinárias.
Às vezes, basta:
– A expectativa de reencontrar alguém querido
– Uma mesa cheia de família falando ao mesmo tempo
– A certeza de que amizades verdadeiras resistem ao tempo
– Um pedido de desculpas sincero no meio do cansaço
São essas pequenas alegrias que constroem nossa história.
E talvez ser a melhor mãe que eu posso ser também seja isso:
guardar, registrar, valorizar o que realmente importa.
E hoje…
Hoje eu continuo crescendo com meu filho.
Continuo errando.
Continuo aprendendo.
Continuo tentando.
Mas sigo acreditando que, quando fazemos o melhor que podemos com o que temos, já estamos no caminho certo.
Sou a melhor mãe que eu posso ser.
E isso me basta.
Espero que baste para ele também.
🤍
Atualizado em 12 de fevereiro de 2026
Sou a melhor mãe que eu posso ser {espero que baste}
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12 Comentários
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Talita Rodrigues Nunes, 43 anos, casada com meu príncipe Charlles, mãe do Vinicius, de 11 anos. Acredito que com ORGANIZAÇÃO e POESIA a vida Só Melhora!
Certamente é a melhor para o Vini. Não precisa de muito tempo pra perceber isso. Parabéns pelo blog Tali. Amei todos os versos e prosas. Beijos cheios de saudades.
Oi, Sá! Que bom te ver por aqui! Obrigada pelo carinho de sempre! Beijos e MUITAS saudades.
É verdade! Um filho é um milagre, faz-nos querer ser melhores pessoas, e ao mesmo tempo vulnerabiliza-nos.
Ainda não acredito nessa do esquecer os menos bons momentos, mas acredito um dia ser assim. A minha filha tem mês e meio e “só melhora” a cada dia que passa!
É isso mesmo, Ana!
Sei que esse comecinho é beeem cansativo, mas pode ter certeza que melhora! 😉
Espero te ver mais vezes por aqui!
Beijos
Eu tenho certeza que sou a melhor mãe que a Gabriella poderia ter, modéstia à parte. Eu faço tudo e muito mais por ela, para ela e com ela. E certamente, ela é a melhor filha que eu poderia ter. Também sinto muita falta da minha bebezinha mas com ela grandinha podemos fazer mais coisas legais.
Que bom poder dizer isso, né Ju!
Felicidades e muito amor para vocês!
Me vi em vários trechos deste post… sinto saudades, mas não queria voltar no tempo. Já me permito curtir minha vida, mesmo que um pouco…
E tenho certeza de que faço o melhor que posso e espero que seja o bastante para elas
É bom ter essas lembranças no coração.
Mas é melhor ainda seguir em frente!
OI Thalita, eu também não consegui o parto normal desejado. Tentei. Fiz o que pude. Mas o mais importante foi que eu estava preparada para não me frustrar nem me sentir menos mãe caso não rolasse. Essa imposição é muito prejudicial.
Que bom que ficou tudo bem apesar do susto.
E sim somos as melhores mães para os nossos filhos.
beijos
Chris
Inventando com a Mamãe / Instagram / Facebook
Verdade, Chris!
Fundamental estar preparada para o que vier.
Dicas preciosas!! Muitas delas também serve para um pai!!
Claro que sim!
Obrigada, Felipe.