Escolhi PLENITUDE como palavra do ano de 2025 com um desejo simples, mas profundo: viver os dias de forma mais inteira. Menos fragmentada, menos apressada, menos no modo automático. Eu não buscava um ano extraordinário no sentido grandioso da palavra — buscava um ano habitável. Um ano em que eu conseguisse estar presente na minha própria vida.
Ao longo do ano, fui entendendo que plenitude não tem a ver com conquistar mais, acumular mais ou dar conta de tudo. Ela se revelou nas coisas pequenas, repetidas, possíveis. Nos dias comuns. Nos dias em que nada de excepcional acontece, mas ainda assim existe sentido.
Já falei sobre a minha palavra para 2024 como foco do ano.
O que a palavra plenitude significou para mim em 2025
Plenitude foi perceber que um dia bom não precisa ser perfeito. Que posso desempenhar bem o meu trabalho com os recursos que tenho. Que posso cumprir o que está na agenda sem violência interna. Cozinhar uma refeição simples, abraçar quem amo, sustentar diálogos difíceis e, ao final do dia, deitar em paz — tudo isso já é muito. Já é suficiente.
Foi nesse contexto que nasceu a poesia abaixo. Ela surgiu como um pedido sincero, quase infantil, feito ao ver uma estrela cadente no céu. Um pedido que, no fundo, resume tudo o que aprendi ao longo de 2025.
O começo dessa reflexão pode ser lido neste texto sobre o foco de 2025.

brilhando no céu no fim do dia,
meu pedido sincero e insistente
é terminá-lo com tranquilidade e alegria.”
Plenitude num pedido
Poderia desejar uma grande conquista,
carro caro, luxo e manobrista.
Poderia almejar um superpoder,
teletransportar, voar, mentes ler.
Mas quando vejo uma estrela cadente
brilhando no céu no fim do dia,
meu pedido sincero e insistente
é terminá-lo com tranquilidade e alegria.
Porque plenitude não é uma virtude
inalcançável quando se vive amiúde
o dia a dia com calmaria,
propósito inefável e planos em concretude.
Desempenhar um bom trabalho,
jogar com as cartas do baralho,
cumprir com o que está na agenda,
cozinhar uma boa merenda,
abraçar a quem se ama
e deitar satisfeita na cama.
Eis meu exemplo de dia pleno!
Há quem considere um sonho pequeno.
Olho para o céu e sigo em frente
mantendo meu pedido para a estrela cadente.
Talita
29/01/25
16:26

O que levo de 2025 para o próximo ano
Encerrar 2025 com essa palavra é reconhecer que a plenitude que eu buscava não estava no extraordinário, mas no possível bem vivido. Estava em sustentar o essencial com presença, mesmo quando o dia foi cansativo. Estava em respeitar meus limites, acolher minhas emoções e seguir em frente com mais gentileza.
Levo esse entendimento comigo para o próximo ano. Não como um ponto final, mas como um chão firme. Que o que vier depois — projetos, intenções, escolhas — nasça desse lugar: o de uma vida simples, consciente e plenamente habitada.
Escolher uma palavra do ano é, para mim, uma forma de orientar o olhar e o planejamento do ano com mais consciência. Costumas escolher uma palavra do ano também? Compartilha tuas reflexões nos comentários abaixo (ou no Instagram ou no Facebbok)!
Atualizado em 30 de dezembro de 2025
Plenitude como palavra do ano: reflexões sobre um dia pleno
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Talita Rodrigues Nunes, 43 anos, casada com meu príncipe Charlles, mãe do Vinicius, de 11 anos. Acredito que com ORGANIZAÇÃO e POESIA a vida Só Melhora!