Senta que lá vem a história: tchau berço, oi cama!

Já tem um tempo que o Vinicius diz que não é mais bebê e sim um menino grande – do alto dos seus 2 anos e meio! Temos aproveitado esses momentos para começar a falar em algumas mudanças que se fazem necessárias com o crescimento do pequeno: a fralda, que deve tirar férias no verão; o bico, que, ao que tudo indica, vai ser dado para o Papai Noel em troca de um presente; o berço, que vai se transformar em cama.

Mudanças essas das quais não temos pressa, vamos conversando e observando a reação do filhote. Conforme ele vai se mostrando seguro, vamos implementando-as (nosso eterno exercício de respeitar o tempo dele).

Confesso que a saída de cena do berço (o definitivo tchau berço) era uma das coisas que eu deixaria por último. Gosto do fator “limitador de espaço” desse móvel. Sei que meu bebê fica seguro lá dentro. Mas como ele mesmo disse, parece que não tenho mais um bebê.

Apesar de nunca ter conseguido sair do berço sozinho, o Vinicius já tinha tentado a façanha algumas vezes (graças a Deus, sem sucesso!). E conseguia entrar nele, pulando da poltrona de amamentação, que fica ao lado (para desespero do pai, quando presenciava a exibição!).

Em uma conversa com o pediatra sobre esse assunto, ele levantou um dado que eu desconhecia: disse que algumas crianças melhoram o sono quando passam para a cama. Talvez por se sentirem meio presas no berço, conforme crescem de tamanho – foi plantada uma esperança no meu coração.

Já comentei por aqui que o Vini está numa fase de terminar a noite na minha cama. Quem sabe se ele tivesse sua própria cama não ficasse feliz e amanhecesse por lá mesmo? E se ele tiver mesmo que terminar a noite na minha, nada mal se ele fosse caminhando sozinho e eu não precisasse me levantar de madrugada, né? O fator limitador de espaço poderia ser um defeito e não mais uma qualidade.

Munida dessas informações, fiquei esperando um sinal do filhote. Até que um dia, ele veio com essa conversa:
– Mamãe, eu já tô grande. Não “cabo” mais no meu berço.
E eu, cheia de esperança, dei corda ao assunto:
– É mesmo, filho! O que vamos fazer?
E ele, como sempre, achou a solução mais simples:
– Tenho que dormir na sua cama!

Não! Resposta errada! Não era isso que eu queria ouvir!
Tentei contornar a situação e sugeri que trocássemos o berço por uma cama de menino grande. Ele aceitou bem a proposta e, no sábado seguinte, lá estava ele ajudando o papai na transformação.

O berço que compramos é daqueles que vira minicama (Cia do Móvel, linha Clean). Foi ótimo porque ficou baixinha e com um edredom do lado achamos até que dispensava uma grade de segurança.

O Vinicius participou da desmontagem do berço e montagem da cama – ele e suas ferramentas do Mickey. Escolheu um jogo novo de lençóis de super-heróis e colocamos o cobertor (recém-ganhado da vovó Lela e do vovô Pombo) do McQueen (sim, ainda estamos usando cobertor por aqui!). E ficou feliz da vida com sua cama de menino grande.

Posso até dizer que no primeiro dia ele dormiu a noite toda na cama – sem cair, sem chorar, sem chamar, até de manhã: um verdadeiro milagre! Mas esse dado não deve ser levado em conta porque ele foi dormir super cansado e estava meio doentinho – já sabia que, medicado, ele apagaria até de manhã.

Na semana seguinte acho que houve algumas quedas. “Acho” porque não ficávamos observando. Umas duas ou três noites escutávamos ele chorando ainda no começo da noite, íamos ver e ele estava em pé do lado da cama. Com um carinho, logo voltava a dormir. Imaginamos que nessas noites ele poderia ter se assustado ao cair da cama.

Agora isso não acontece mais, já deve ter se acostumado. Sei que vocês devem estar se perguntando se minha esperança de noites perfeitas se concretizou. E eu queria MUITO poder dizer que sim e dar um final glamouroso para essa história.

Mas a verdade é que não mudou quase nada. Ele continua terminando a noite na minha cama, na maioria das vezes. Ah! Mas sim, em várias delas ele vai caminhando sozinho e não preciso me levantar de madruga – o que já é um ganho, né?

A moral da história é que às vezes criamos grandes expectativas para um fato novo – a troca do berço pela cama (tchau berço), por exemplo – mas para o filhote isso não tem o mesmo peso – não houve mudança significativa de comportamento por parte do Vinicius, nem para melhor, nem para pior.

Aguardem os próximos capítulos – a entrega do bico e o desaparecimento da fralda: esses prometem fortes emoções! hehehe

E por aí? Já deram tchau berço?

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