Avô e Neto: Algumas mudanças na vida acontecem devagar.

Outras aparecem de repente — e emocionam sem aviso.

Ver meu pai se tornar avô foi uma dessas mudanças.


Muitas vezes me pego observando a forma como ele age com o meu filho.

Em situações que, anos atrás, comigo seriam diferentes, hoje ele reage com mais leveza, mais tempo, mais riso.

E confesso: às vezes penso, brincando:

“Ah, se fosse eu…”


Não me entendam mal.

Sempre considerei meu pai um ótimo pai.
E o amo profundamente por isso.

Mas vê-lo como avô me mostrou algo importante:

as pessoas mudam.

O tempo muda.

O amor também muda de forma.


Quando eu nasci, ele quase não me pegava no colo.

Tinha medo de me deixar cair.

Já com o neto, passeava orgulhoso com ele nos braços ainda na maternidade.

Sem cerimônia. Sem receio. Só alegria.


Lembro também de algo simples e simbólico:

Na minha infância, brincar de acender e apagar luz era proibido.

Economia de energia, cuidado com a lâmpada, regras da casa.

Anos depois, peguei meu pai com o neto no colo, ensinando justamente o funcionamento do interruptor — ligando e desligando a luz infinitas vezes.

E eu só conseguia rir:

ah, se fosse eu…


Mas a verdade é que nunca senti ciúme dessa relação.

O que sinto é gratidão.

Porque nunca deixei de me sentir amada como filha.

E agora ainda tenho o privilégio de ver meu filho sendo amado como neto.

imagem de avô com neto bebê no colo
Avô e neto: muito amor

💛 O amor também amadurece

Talvez a diferença esteja no peso que já não existe.

Na fase de pai, havia responsabilidades urgentes:
trabalho, contas, futuro, pressa.

Na fase de avô, sobra mais espaço para o encantamento.

Mais tempo para o detalhe.

Mais leveza para brincar.


✉️ O texto que meu pai escreveu nos primeiros 30 dias do Vinicius (avô e neto)

Quando o Vinicius completou um mês de vida, meu pai escreveu um texto carinhoso celebrando seus primeiros dias.

Falou de mamadas, fraldas, banhos, visitas e descobertas.

Mas, acima de tudo, falou de amor.

Guardo essa lembrança com carinho porque ela registra algo precioso:

não só o começo da vida do meu filho —
mas também o nascimento de um avô.


🌿 Hoje eu entendo muita coisa – além do avô e neto

Ver meu pai como avô não apagou o pai que ele foi.

Mas ampliou meu olhar sobre ele.

Me mostrou que o amor acompanha as fases da vida.

Ele cresce, amadurece e encontra novos jeitos de existir.


E talvez seja isso que mais me emociona:

perceber que algumas histórias não se repetem.

Elas evoluem.


E por aí?

Você também já viu alguém da família se transformar ao virar avô ou avó?

Me conta. Vou adorar saber 💛

frases sobre o amor de gerações

Meus primeiros 30 dias.

Queridos!

Hoje, 24 de junho de 2013, já faz um mês de minha existência fora da barriga da mamãe.
Por ter na minha base de código genético, genes específicos do papai e do vovô Mariano na área de estatística, gostaria de registrar alguns itens mais importantes dos meus primeiros trintas dias por aqui.
Ao nascer às 10 horas do dia 24 de maio de 2013, estava com 48 cm e 3,415 kg e o mais importante, saí da maternidade dois dias depois com 3,120 kg. Tem amiguinhos que perdem até 10% do peso na primeira semana.

Agora o mais incrível, após 235 mamadas no peito da mamãe, acredite, já recuperei 800 gramas. Já passei da fase do bebê magrinho, para um bebê “redondinho” com 3,920 kg de massa muscular e tudo.
E como tudo que entra, tudo se transforma e parte se descarta, mamãe e papai trocaram 193 fraldas.
Ah! Não poderia deixar de registrar os melhores momentos de relaxamentos… foram 26 banhos.

Eh vida boa.

Teriam muitos outros eventos para registrar, mas aí fica a critério da mamãe, pois muito deles já me perdi na contagem. Como por exemplo, a quantidade de presentes que ganhei, principalmente da vovó Valéria… um amor que nunca termina. Dos cheirinhos da comida da nona Marta que só me resta o consolo de saber que a qualquer momento “ainda vou provar”. Das visitas… nossa, quantas pessoas diferentes, estranhas, mas muito carinhosas. Sem falar das vezes que nossa cachorrinha Loly já me cheirou. O nono não gosta muito, mas um dia ele ainda vai curtir.

Bom, não poderia deixar de elogiar Papai e Mamãe. Eles estão dando um “banho”.
Nossa… quanta paciência… quantos cuidados comigo. As vezes faço até uma “manhazinha” para eles me pegarem no colo.
Para encerrar, gostaria de agradecer a todos, por me fazerem “parte” desta família tão maravilhosa e me transformarem num bebê tão importante.
Beijinhos
Vinicius.

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Atualizado em 13 de abril de 2026