Bem no finzinho de 2015, eu fiz uma lista tipo aquelas famosas resoluções de ano novo, sabe? Como os pontos tratados envolviam o mundo da maternidade, chamei de “A mãe que quero ser em 2016”. Hoje eu volto para contar sobre a mãe que fui em 2016.

Sem enrolação, vamos logo ao primeiro ponto: eu queria ser uma mãe mais paciente.

Eu podia ter começado com algo mais facilzinho, mas não. Fui começar logo nesse ponto frágil: a tal da paciência. Não posso negar que vira e mexe eu acabo dando uns gritos por aqui. Mas à medida que os terrible two foram passando, o diálogo com o filhote foi melhorando muito.

Comentei sobre isso quando escrevi sobre os 3 anos do filhote. Então, sim. Posso dizer que a mãe que fui em 2016 foi mais paciente. Mas isso é algo que precisa de policiamento constante!

Eu também queria ser uma mãe que fizesse comidinhas divertidas.

E comecei o ano bem: convidei o filhote para a cozinha várias vezes! Fizemos até dino biscoitos e dino sanduíches para seu aniversário! Fizemos também biscoitos de presente para o dia dos professores.

Mas paramos por aí. A verdade é que eu percebi que o Vinicius adora culinária de qualquer jeito (é uma das suas aulas preferidas no colégio). E ele nunca teve problemas para comer. Aí que o fato das comidinhas serem divertidas (ou não) não é importante para ele.

Uma mãe que entenda as necessidades do filho.

Eu e minhas resoluções facinhas – só que não. Esse é outro daqueles pontos que precisam de atenção permanente. Observar a criança e perceber do que ela precisa – e lembrar que isso nem sempre coincide com o que nós queremos.

Tenho feito esse exercício, mas preciso dizer que não é tão fácil quanto parece. Até porque o pequeno é parte da família, e não seu dono. Como ele mesmo diz, quem manda é a mamãe e o pai, ele manda “só um pouquinho”.

Queria que o filhote soubesse que meu colo está sempre à disposição.

Uma coisa que eu entendi no meu jeito de maternar – e posso dizer que fez parte da mãe que fui em 2016 – é que educar tem que ser com amor. Sim, eu imponho limites ao meu filho. Mas não, eu não nego colo. Nem quando ele fez algo errado.

Eu continuo dizendo que o que ele fez foi errado. Mas ofereço meu colo para ajudá-lo a se acalmar. Tem dado certo por aqui. Muitas vezes, ele mesmo pede ajuda para se acalmar. E nisso, a gente acaba se acalmando junto. Ponto para a nossa família!

Minha última resolução dizia respeito a ser uma mãe feliz.

Ser uma mãe feliz significa ser uma pessoa melhor. Porque para termos filhos felizes precisamos ser pessoas felizes. E fico muito satisfeita em dizer que tive grandes progressos quanto a isso!

O Projeto “Quero minha barriga de volta” me ajudou a olhar com mais atenção para mim mesma. Estou mais feliz com o meu corpo, com a minha saúde, com o meu guarda-roupa e com o espelho. E não tenho dúvidas de que o filhote percebeu isso. Ele mesmo me diz que estou mais bonita. Eu e meu príncipe temos nossos momentos de namoro e o pequeno tem sido cada vez mais parceiro nos passeios em família.

Aliás, uma das coisas que pretendo fazer em 2017 é dar mais dicas de passeios bacanas para ir com os pequenos aqui em Santa Catarina. Estou preparando vários posts sobre esse tema. Aguardem! (confiram o post com 3 passeios para fazer em Santa Catarina com crianças!)

 

É, gostei da mãe que fui em 2016.

 

Bom demais ficar satisfeita com um balanço assim, né? Lembrando que o exercício a ser feito é sempre uma reflexão própria. Nada de ficar se cobrando demais ou se comparando aos outros. Cada um tem sua realidade e suas possibilidades.

 

Que mães e pais vocês foram em 2016? Estava dentro das expectativas? E como a vida continua, a pergunta agora é: que mães e pais vocês querem ser em 2017?

a mãe que fui em 2016 pinterest