Identidade Mãe (já incorporou a sua?)

Na quinta passada, eu publiquei por aqui uma poesia do ponto de vista de uma filha. Hoje, quero falar como mãe da minha Identidade Mãe.

Meu pequeno está com quase 3 anos, o que quer dizer que eu já passei por 3 Dia das Mães como mãe – 4, se considerarmos o ano em que eu estava grávida.

Nem de longe sou uma expert nesse assunto. Mas já tenho o maior orgulho em participar das comemorações e, especialmente, em ouvir o filhote me chamando de “minha mãe”. (recomendo a leitura do texto da Marcela, do Não São Gêmeos: Orgulho de ser mãe)

 

Pausa para reclamar: alguém pode me explicar por que as comemorações do Dia das Mães no colégio sempre são em dias de semana e em horário de expediente, enquanto no Dia dos Pais elas ocorrem numa linda manhã de domingo?

 

Voltando ao que interessa, ia falar sobre a identidade mãe. A cena é mais ou menos assim: vamos buscar o Vinicius no colégio e a professora sempre comenta que uma mamãe chegou. Nessa hora, todas as crianças olham para a porta na maior expectativa para ver de quem é a mãe.

É bem aí! É nessa hora que morro de orgulho e meu coração quase não cabe no peito. Porque o pequeno estufa o peito e diz: “Foi a MINHA mãe que chegou!” – quase em tom de deboche para os outros coleguinhas.

Sim. Eu sou a mãe dele. Seus coleguinhas me chamam de “mãe do Vinicius”. No colégio, praticamente todas as professoras me chamam de “mãe do Vinicius”. No pediatra, na odontopediatra, nas lojas de brinquedos ou roupas infantis eu sou chamada de “mãe”. No parquinho, no clube, no prédio eu sou a “mãe do amigo”.

Por um bom tempo, cheguei a esquecer que eu costumava ser a Talita. Até uns dois meses atrás, cheguei a pensar que tinha me transformado em “mãe do Vinicius”.

Hoje sei que “mãe do Vinicius” é meu nome de super-heroína e Talita é praticamente minha identidade secreta. Quando as coisas estão calmas, eu sou a Talita. Quando as coisas estão pegando fogo, eu sou Mãe.

No dia a dia, no trabalho, no mercado, na farmácia, eu sou Talita. Na correria do colégio, quando surge uma doença, quando bate o cansado, eu sou Mãe.

À noite, depois das tarefas cumpridas, das luzes apagadas e do volume da televisão baixa, jantando com o marido ou conversando com uma amiga, eu sou Talita. De manhã cedo, aprontando o filhote para o colégio, dando remédio, colo ou mamá, beijando um machucado ou incentivando uma nova conquista, eu sou Mãe.

E há finais de semana em que eu escuto a palavra “mãe” umas 15.827 vezes, mais ou menos. Ainda bem que “mãe” não gasta – como gosta de dizer minha cunhada. Mas sim, às vezes cansa.

Não me engano. Sei que a metáfora da super-heroína é somente isso: uma metáfora. Não sou, nem quero ser, uma mulher-maravilha.

Mas sim, minha identidade mudou há 3 anos, depois que me tornei mãe (identidade mãe).

 

E vocês? Qual é a sua identidade? Identidade secreta ou super-heroína? Ela mudou depois da maternidade? Contem aí nos comentários!

6 comentários em “Identidade Mãe (já incorporou a sua?)

  1. Que texto lindo! A vida de mãe não é fácil, mas é gratificante. A mulher precisa assumir diversos papéis na sua vida: a de mãe, mulher, profissional, esposa, amante, dona de casa, motorista, entre outros. Ainda não sou mãe, mas me lembro da minha assumindo todos esses papéis!

    Beijinhos

  2. Aqui com as minhas filhas a comemoração de Dia dos Pais e Dia das Mães eram em dia de semana à tarde. Não tinha essa diferença. Ainda bem, senão eu iria reclamar muito. kkk
    A minha identidade também mudou muito. E posso dizer que continua mudando.
    Lindo post
    beijos
    Chris

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