A mãe que quero ser em 2016 (resoluções de ano novo)

Esse clima de fim de ano me deixa sim ainda mais reflexiva (comentei sobre isso semana passada). Estou refletindo sobre a mãe que quero ser no ano que vem. Vejo as pessoas fazendo suas listas de “resoluções de ano novo” por aí e fiquei pensando o que eu colocaria numa lista dessas.

Como o segundo semestre de 2015 foi marcado pelo “nascimento” do blog e eu escolhi publicar minhas resoluções por aqui, vou focá-las nesse mundo materno e escrever sobre a mãe que quero ser em 2016.

A primeira coisa que me vêm à mente é que quero ser uma mãe mais paciente.

O Vincius está em pleno “terrible two” – os terríveis dois anos, fase em que as crianças vivem testando os limites (seus e dos pais). Mas acho que filhos são um eterno exercício de paciência – em qualquer idade. O problema é que quando o cansaço bate, a paciência fica do tamanho de um grão de arroz. Pois bem, nessas horas, vamos tentar contar até dez – de novo! – e contornar a situação. Ou dar um pulinho no banheiro, chorar um pouquinho e voltar para resolver a questão.

Também quero ser uma daquelas mães que fazem comidinhas divertidas com o filho.

Sim, sim. Já vamos para a cozinha juntos em alguns finais de semana, mas percebo que o interesse do Vinicius pela cozinha só aumenta. Quero dar oportunidade para ele desenvolver esse gosto (seja pelas comidas em si, seja por prepará-las). E minha futura nora poderá me agradecer um dia. Então, quem tiver receitas gostosas, saudáveis e fáceis – esse último item é importante, dado a (falta de) habilidade culinária da mamãe aqui – pode me passar por e-mail, comentário ou redes sociais.

Quero MUITO ser uma mãe que entenda as necessidades do filhote.

Na minha afobação de querer ser uma mãe legal, algumas vezes não percebo do que o pequeno realmente precisa. Querem ver um exemplo clássico? Eu acho que o Vinicius é uma criança muito ativa e deveria gastar essa energia toda na rua (leia-se parquinho, clube ou praia). Aí o que eu faço? Basta ver um raio de sol num sábado que já vou arrumando tudo para sair com ele de casa. Acontece que muitas vezes ele simplesmente quer ficar em casa. Tenho que lembrar de perguntar para ele (ou simplesmente parar para observá-lo) antes de sair atropelando tudo.

Além de estimular a independência do filho, quero ser uma mãe que dá colo sempre que ele precisar – como a minha mãe faz comigo.

Nem de longe sou daquelas que faz tudo pelo pequeno. Muitas vezes prefiro levar mais tempo, mas deixar que ele faça as coisas sozinho. Se vestir, comer, guardar os brinquedos, por exemplo. Mas tem dias em que ele pede minha ajuda para tudo, pede para ficar no colo a toda hora. Pode ser que ele esteja meio doentinho, pode ser que esteja cansado ou pode ser que esteja só carente. Quero estar atenta para não negar atenção nesses momentos. Porque quando ele realmente precisar, meu colo está à disposição – exatamente como minha mãe me lembra até hoje.

Por fim, uma questão meio genérica e até abstrata, quero ser uma mãe feliz.

Isso inclui ser uma pessoa de bem consigo mesma, sem cobranças desnecessárias, que leva uma vida mais leve. Não quero descontar minhas frustrações pessoais no meu filho (ou no meu príncipe!). Eu não voltei a frequentar uma academia por opção minha, não porque o pequeno não deixa. Não quero dar uma bronca nele porque estou cansada e preciso de sossego, mas sim para educá-lo, nas situações que forem necessárias. Enfim, quero ser uma pessoa melhor para poder ser uma mãe melhor.

Ser uma pessoa melhor me leva à mãe que quero ser.

 

Será que estou querendo demais? Na verdade, continuo querendo “apenas” ser a melhor mãe que eu posso ser – em 2016, 2026, 2036…

 

Que mãe ou pai vocês querem ser em 2016?

2 comentários em “A mãe que quero ser em 2016 (resoluções de ano novo)

  1. Adorei seu blog, Talita. Obrigada por compartilhar histórias tão reais quanto divertidas. Fica mais fácil levar a vida assim. Também gostaria de ser uma mãe mais feliz, além de menos ansiosa, mais relax e segura do que eu estou fazendo. É difícil, né? Acho que é porque a gente se preocupa muito com a opinião dos outros, sabe, essa pressão que a sociedade faz sem cerimônia em cima de nós, pobres mães mortais. Ter que dar conta de tudo…mas se fossem os homens, seria muito mais relax, porque eles não se submetem a essas pressões. Admiro a visão mais prática que eles têm! Aliás, incluirei isso na minha lista para 2017. Feliz Natal e um abençoado 2017 para você e sua família.

    1. Oi, Gi!
      Seja muito bem-vinda e sinta-se à vontade! Obrigada pelo carinho!
      Mensagens como essa fazem meu dia mais feliz! 🙂
      Não há dúvidas de que a sociedade cobra mais da mãe que do pai. Mas cabe a nós (mães) lidarmos de uma forma mais leve com tudo isso, certo?
      Um Santo Natal e um Maravilhoso 2017 para a tua família também!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *