Eu sempre adorei livros. Sou daquelas que se perde numa livraria. Natural que a gente queira passar esse gosto para o filhote, né?

E aí, que desde quando ele ainda estava na barriga, eu leio para ele. Quando era bebê, ele prestava muita atenção no movimento da minha boca, na entonação da minha voz e na minha expressão facial.

Depois, veio a fase de manusear os livros (primeiro de tamanhos pequenos, depois maiores), colocar na boca, tentar passar as páginas, jogar mil vezes no chão. Até que ele começou a prestar atenção nas figuras, suas texturas, cores e formas.

Por um bom tempo – acho que mais de um ano! – tivemos um período em que o livro não parava na minha mão. Eu começava a ler a estória, mas em menos de um minuto o pequeno o tomava para manipulá-lo com suas próprias mãos. Nessa época, um livro costumava ser pouco para ele. Na “hora da estória” sempre acabávamos com quase todos os livros fora do armário e espalhados pelo chão.

Aliás, essa foi uma preocupação que tive: ter uma pequena biblioteca no quarto do filhote e deixar os livros numa altura que ele pudesse alcançá-los sempre que quisesse. Para nossa alegria, os avós, tios e amigos também ajudam na aquisição de exemplares e a Biblioteca do Vinicius cresce tanto quanto ele.

Recém-saímos de uma fase deliciosa, em que primeiro eu lia a estória, mostrando as figuras e todos os seus detalhes para o pequeno, e na sequência ele “lia” o livro e dava sua versão do conto. Os livros preferidos eram “lidos”, por ele, até pelo telefone ou computador para os avós que, participativos desde sempre, acompanhavam a narração, vibrando ao final de cada apresentação!

Algumas vezes, numa tentativa de interação ainda maior com o livro, o Vinicius busca alguns bonecos das personagens presentes na estória para ficarem pertinho da gente e “atuarem” em algumas cenas / páginas. Outras vezes, apenas coloca os bonecos sentados para “ouvirem” juntos a contação.

Atualmente estamos num momento de incansáveis repetições das estórias. Os livros preferidos são carregados pela casa – do quarto dele para a sala, da sala para a cozinha, da cozinha para o meu quarto – e mal eu termino a narrativa (sim! Agora ele escuta a estória até o fim – na maioria das vezes), já vem o pedido: “de novo, mamãe!”. E a mamãe que quer estimular o gosto do filho pelos livros, lê a estória de novo – e de novo, e de novo.

Estão vendo só? O gosto pelos livros também melhora!

Não tenho dúvidas de que esse hábito ajuda no desenvolvimento do pequeno. Por volta de um ano e meio, o Vinicius já falava várias palavras. Antes dos dois anos, formava frases completas. E as professoras sempre elogiam seu vocabulário.

Não estou contando tudo isso para me gabar – apesar disso tudo me dar sim muito orgulho. Mas gostaria de ressaltar e, principalmente, incentivar o hábito da leitura. No mundo “instantâneo” em que vivemos, esse hábito vem sendo esquecido e precisamos retomá-lo.

 

Nesse contexto, é válido lembrar da campanha “Leia para uma criança” – #issomudaomundo. Todo ano, o Itaú Criança distribui GRATUITAMENTE uma coleção de livros para quem se cadastrar no site. Esse ano, pela primeira vez, me cadastrei e os livros chegaram direitinho aqui em casa.

E são 2 livros lindos: “Dorme, menino, dorme” – de Laura Herrera e “Tatu-balão” – de Sônia Barros (saiba mais sobre os livros aqui). Tanto o Vinicius quanto eu adoramos os livros – e são dois dos mais repetidos por aqui ultimamente (já sabemos o texto de cor!). Gente, que fique claro, não estou ganhando nada com essa indicação. Realmente gostamos dos livros e da iniciativa e achei válido compartilhar com vocês.

 

Como anda o hábito da leitura por aí? Vocês costumam ler para os pequenos?