7 motivos por que eu falo do Papai Noel para o meu filho

Pela primeira vez, esse ano, percebo meu filho esperando pelo Natal e Papai Noel.

A pedido dele, compramos uma árvore de Natal (e um Papai Noel subindo uma escada) e aproveitamos o final de semana prolongado para montá-la. Sim, é isso mesmo que vocês entenderam: eu não tinha uma árvore de Natal em casa.

Não pensem que sou daquelas pessoas que não gosta dessa época do ano. Longe disso! Adoro arrumar a casa e entrar no clima… e o principal: montar o presépio. Mas não tinha um pinheirinho digno de ser chamado de árvore de Natal.

Pois bem, agora temos! E foi uma delícia montar a árvore acompanhada de duas mãozinhas felizes e saltitantes a cada enfeite colocado. (comentei sobre isso lá no Instagram, viram?)

Como eu disse, pela primeira vez, aos dois anos e meio, o Vinicius está a espera do Papai Noel. E fiquei pensando por que estou mantendo a tradição de falar sobre o Bom Velhinho para o meu filho. Encontrei bons motivos, olha só:

1- Preciso de ajuda para a retirada do bico.

Sei que está chegando a hora de dar um fim nesse hábito e sei que não será fácil. O Vinicius usa o bico praticamente só para dormir, mas não dá sinais de que vai largá-lo tão cedo. Sei que não é um motivo nobre, mas estamos sim apelando para a velha troca do bico por um presente do Papai Noel.

2- Ele está por todos os lados!

Não há como ignorar a figura do Papai Noel. Não é apenas nos shoppings, nas lojas e na televisão. Fala-se dele no colégio, entre os amiguinhos, nas reuniões de família. O pequeno conhece a história de Maria, José e Jesus (até por que tenho uma imagem de Nossa Senhora do Desterro – com Maria grávida – ao lado da minha cama), mas não há como impedir as milhares de perguntas: “O que vais ganhar/ganhasse do Papai Noel?”

3- É uma forma de trabalhar o tema tempo/espera.

Não sei se para todas as crianças de dois anos e meio é assim, mas o Vinicius já tenta se situar no tempo, porém tem grandes dificuldades para isso. Basicamente, o que ele sabe sobre o assunto é que sábado e domingo não tem aula! Como ele mesmo mostrou essa ansiedade pela chegada do Natal, aproveitamos o momento para ensinar um pouco sobre a questão do tempo e a necessidade de se aprender a esperar por um evento determinado. A ideia é também ensiná-lo a ser paciente. Acreditem, não é nada fácil!

4- Valorizar as reuniões em família.

A família é um valor muito importante para nós (eu e meu príncipe) e queremos que o Vinicius entenda essa importância e leve isso como princípio de vida. Por aqui, nós revezamos o local onde passamos o Natal: um ano com os meus pais, outro com os meus sogros. Mas sempre há uma reunião com a grande família – tios, primos, avós – para celebrar essa data festiva. E sim, como há crianças em ambos os lados, sempre há a presença do Papai Noel e muita diversão de todos com as brincadeiras do Bom Velhinho.

5- O mundo infantil é recheado de imaginação.

Convenhamos que o mundo adulto nem sempre apresenta histórias muito bonitas para serem contadas – os jornais que o digam! Mas para chegarem à vida adulta, as crianças precisam muito trabalhar sua imaginação. Faz parte de seu desenvolvimento. Fora que é uma delícia vê-los contando suas histórias mirabolantes e fantasiando conversas entre carros, animais e com o Papai Noel também – sim, por que não?

6- É uma oportunidade de praticar a compaixão.

Sim, pretendo criar um filho consciente de sua posição no mundo e crítico sobre os fatos que acontecem ao seu redor. Essa é uma preocupação constante por aqui, somada à questão dele ser filho único e precisar aprender a dividir. Aproveitamos dois momentos no ano, pelo menos, para fazer uma revisão nos armários e doar roupas que não servem mais e brinquedos de pouco interesse do filhote. O Natal, além do aniversário do pequeno, é um momento para refletir sobre o quanto temos e o que podemos dividir com pessoas que não tem tanto assim.

7- Eu acredito em Papai Noel!

Sim, eu acredito em pessoas de bom coração, que se doam sem exigir nada em troca e fazem o bem sem reparar a quem. Sou otimista por natureza e terapeuta por formação – meu pré-requisito é acreditar nas pessoas. Acredito plenamente na “corrente do bem” e tento praticá-la ao máximo no meu dia a dia. Quero MUITO que meu filho acredite nisso tudo também.

 

Vocês acreditam em Papai Noel? Falam dele para seus filhos? Me contem nos comentários!

4 comentários em “7 motivos por que eu falo do Papai Noel para o meu filho

  1. São 7 bons motivos.
    Toda criança, e porque não adulto também, merece ter fantasias, sonhar e uma imaginação enorme.
    Natal é mágico. É um momento que transforma as pessoas. Faz com que o seu melhor aflore.
    Muito bom o texto. Escrito com perfeição.

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